TASCAS E ANTROS DE PRAZER - XLI
VIAJAR NO ELÉTRICO DO MARQUES
Não havendo tragédia no Teatro D. Maria II nem sequer muito drama na manifestação no Rossio contra o caos da habitação, trocados os planos e orfãos de cultura, decidimos sair de cena pela porta dos fundos e afogar as mágoas à mesa do Restaurante Marques, na Travessa do Forno, mesmo por detrás do teatro, a salvo da algazarra e da confusão, sugestão da Leonor e do Tom que já conheciam o antro...
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| "O elétrico" - Jean-Charles Forgeronne |
É inevitável chegar a pé, lá não chegam os carros, embora noutros tempos já tenha passado por ali o elétrico 15, os carris ainda lá estão no interior do Marques e a paragem é absolutamente obrigatória! O espaço é pequeno e embora quando em dias secos e amenos se instalem umas mesas cá fora em plena rua é sempre aconselhável chegar bem cedo ou fazer reserva ou não tivéssemos nós, nesta visita não programada, ter esperado quase uma hora por mesa, embora fruto também da presença de alguns manifestantes inflamados em pausa reaccionária...
Casa de comida tradicional e popular portuguesa servida generosamente e à boa maneira antiga, embora houvessem outras opções deliciamo-nos com as boas carnes, por exemplo o Bife à Marques, de molho ímpar, houve quem optasse por bife grelhado e até bitoque ou naco na pedra, tudo a preceito... Quanto a sobremesas o bolo de bolacha fez sucesso... Experiência a repetir em dia menos agitado, o Marques é um segredo bem escondido no coração da capital...
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| "Enquanto isso..." - Jean-Charles Forgeronne |
João Ratão
(Chef de Valmedo)



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