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domingo, 8 de fevereiro de 2026

 
ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - XVI

DATAÇÃO MAIS PRECISA NÃO HÁ!

Um  turista de visita ao Dino Parque da Lourinhã estava deslumbrado com as centenas de bichos espalhados pelo recinto e ao reparar nuns verdadeiros ossos de dinossauro em exposição ali a um canto não resistiu a perguntar ao primeiro funcionário do parque com que se cruzou: 
 - Quantos anos têm estes ossos?
 - Têm precisamente cento e cinquenta milhões e dois anos de idade! 
Intrigado, até porque se julgava entendido na datação de fósseis, o turista insistiu:
 - Raio, como pode ter essa certeza toda?
 - Ora - respondeu o outro - exactamente há 2 anos perguntei isso ao paleontólogo que para aqui trouxe os ossos e ele disse-me que eles tinham 150 milhões de anos!  

"Dino Parque" - Jean-Charles Forgeronne

João Parte-Pedra
(Geólogo de Valmedo)

domingo, 13 de abril de 2025

 
ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - XV

ANÁLISES, EXAMES, MAIS ANÁLISES...

Três médicos iam a caminho de um congresso quando de repente um dos pneus do Mini furou, ouviu-se um barulho estranho vindo da parte detrás do carro e o condutor, sentindo a direcção estranha, decide encostar... Os médicos saíram para examinar a situação e depararam-se com um pneu completamente desfeito e em baixo, e então, após observação, disse o primeiro: 
 - Parece-me que está furado!
 O segundo médico aproximou-se, com o dedo indicador palpou o pneu e sentenciou:
 - Parece-me que realmente está furado!
Então o terceiro médico, já de papel e caneta na mão, sem se aproximar sequer disse:
  - Acho melhor fazermos umas análises e uns exames!
E todos, acenando com a cabeça, concordaram...


 Ainda lá estão, sem mudar o pneu e à espera dos resultados...


João Agulha
(Flebotomista de Valmedo)

domingo, 23 de março de 2025

 
ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - XIV

REMÉDIO PARA A MEMÓRIA

Prudêncio, depois de um par de minutos na rua a olhar para o letreiro e para o interior da frutaria ainda hesitou e pensou em continuar o passeio mas a curiosidade falou mais alto, tinha que esclarecer aquilo, entrou na loja e dirigiu-se à empregada que, enfastiada e com cara de poucos amigos, ia teclando com exagerada força no teclado de um computador:
  - Desculpe, mas venho apenas esclarecer uma coisa que me está a atazanar os neurónios, porque é que esta loja que pelo que vejo só vende frutas e legumes se chama "Loja da Memória"?
A moça levantou lentamente a cabeça e olhando por cima dos óculos para Prudêncio respondeu:
  - Sabe, é que tudo o que aqui vendemos, de uma maneira ou de outra, faz bem à memória...
Prudêncio, não convencido, virou-se e pegando na coisa que estava mais à mão, uma bem constituída e reluzente curgete, teimou:
  - Ai sim, então porque é que esta curgete faz bem à memória?
  - Olhe, porque se a enfiar bem no rabo nunca mais se vai esquecer!



                      (Baseado numa história de "Paciência é o meu nome do meio", de Inês Fetchónaz)

João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)

terça-feira, 4 de março de 2025


ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - XIII

ESTÁ TUDO LIGADO, Ó PALHAÇO!

Consta que respondendo a um questionário tipo Proust elaborado pela Inteligência Artificial, o grande humorista da nossa praça, Herman José, terá assim respondido a uma das perguntas:

"A piada mais engraçada que conheço? É cor de laranja, pesa 100 quilos e chama-se Trump!"     

Já perguntando à I.A qual a melhor piada que tem para nos contar sobre Trump ela, coitadinha, embora imbatível em termos de rapidez e organização mas que revela ao mesmo tempo estupidez e inaptidão humorísticas de bradar aos ceús baralha-se toda e tanto pode debitar instantaneamente uma alarvidade sobre uma trombeta, outra sobre alguém a tocar tambor, ainda outra sobre um trunfo num jogo de cartas e até outra sobre o joker, esse palhaço que às vezes é o rei do baralho, afinal tudo isso são sinónimos de trump...   
   

Por falar em palhaços, e antes que este mundo-cão perca de vez a piada, mais vale deixar a I.A bem de parte e ligar antes à confiável sabedoria popular, neste caso e a propósito a um antigo provérbio turco:

"Quando um palhaço vai viver para um palácio não se torna num rei, o palácio é que se torna num circo!"


João das Boas Regras 
(Sociólogo de Valmedo)

terça-feira, 10 de outubro de 2023

 

ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - XII

BARCO AO FUNDO

Toda a gente que estava sentada na sala olhava para o mar agitado e não ousava mexer uma pálpebra sequer, as mãos ferradas uma na outra ou então fincadas na cadeira mas apesar da enorme angústia o navio seguia o seu destino. De repente, alguém da primeira fila de cadeiras desata a gritar.
  - Vai afundar! O barco vai afundar!
Alguém perto remexeu-se, algumas pessoas entreolharam-se, ouve-se um suspiro ao fundo e as atenções viram-se novamente para o oceano assustador mesmo ali à frente..
  - Vai afundar! O barco vai afundar!
A mesma voz! Desta vez alguém lança lá de trás um tímido "Cale-se, porra!"...
O desconforto era cada vez maior naquela sala e para desespero de todos ouve-se novamente a mesma pessoa ainda mais alto:
  - Eu já vi isto! O barco vai afundar!
Foi então que três seguranças invadiram a sala, pegaram na criatura à força e retiraram-na do cinema... 
 



João Tonteria

(Humorista de Valmedo)

segunda-feira, 5 de junho de 2023

 

ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - XI


ELMANO, A PUTA E O FILHO...


Entre uma tertúlia e outra atravessava Bocage a Praça do Rossio quando é alvoroçadamente abordado por uma figura da sociedade lisboeta a quem o poeta fizera há tempos uma sátira:
   - Oh seu Elmano Sadino depravado! Quem pensa o senhor que é, seu anormal? Quem lhe dá o direito de se referir a mim naqueles termos, seu bêbado putanheiro que não tem onde cair morto?
E Bocage, assarapantado, sem resposta à mão, limitou-se a abrir os olhos e a encolher os ombros...
    - Sabe que mais? Vá para o diabo e para a puta que o pariu! - disse o outro...
E o homem já lhe ia virando as costas quando Bocage o deteve e lhe disse com toda a calma do mundo:
   - Não, caro senhor! O melhor é partir isso ao meio: vá você para o diabo já que eu ia mesmo agora para a puta que o pariu!



João das Boas Regras

(Sociólogo de Valmedo)

domingo, 16 de abril de 2023

 

ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - X


Heraldo Estefânio entrou na cidade com o cavalo a passo, os homens afastavam-se à sua passagem e as mulheres suspiravam, descavalgou junto ao saloon, amarrou as rédeas e entrou de olhos cerrados e palito na boca a bailar por entre os pelos do farto bigode... O pianista parou de tocar, os homens pararam de beber e quebrando o pesado silêncio que anunciava morte perguntou o pistoleiro:
- Onde está o cabrão?
Ninguém ousou responder mas todos olharam para as costas de alguém sentado ao balcão que bebia a última gota de um whisky...
Saíram os dois para a rua seguidos da multidão, ninguém falava porque sabiam todos o motivo do duelo: vingança!




Frente a frente na principal e única rua da cidade, lançou Estefânio para o seu rival:
- Ei gringo! Como te chamas mesmo?
- João Garrafão...
Heraldo sacou mais rápido que um relâmpago, disparou uma única bala e só depois disse:
- Enganas-te, agora és o João Cacos!


João Vírgula

(Leitor de Valmedo)

quinta-feira, 20 de maio de 2021



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - IX


CRÓNICA DE UMA NOITE DE NÚPCIAS ANUNCIADA...


Numa entrevista à Wookacontece confidencia António Lobo Antunes uma história verídica passada com Gabriel García Márquez, seu grande amigo e a quem reconhece como uma das pessoas com mais e bom humor que conheceu:

"A avó de Gabo, então um homem já feito e pelos 40 anos, mandou-o chamar.
   

  - Ó filho, os médicos dizem que eu estou muito doente e que estou a morrer. Eu não quero que me ponham ao lado do teu avô!
       - Mas porquê, avó? Viveu toda a vida com ele, foram felizes, está ali aquele retrato na parede...
       - O que é que tu achas daquele retrato? - pergunta-lhe a avó.
       - Olhe, se quer que seja franco, acho-o estranho porque foi tirado no dia a seguir ao casamento e o avô está sentado e a avó está de pé.
        - Vês? É por isso mesmo que eu não quero! O teu avô era um homem tão potente que no fim dessa noite nem ele se conseguia levantar nem eu me conseguia sentar. Já morreu há 16 anos, imagina a fome com que está!" 

 João Vírgula
(Leitor de Valmedo)

sexta-feira, 9 de outubro de 2020



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS  -  VIII

 GUERRA DE PALAVRAS...


A batalha estava perdida, a coisa descontrolara-se e agora, separados do seu pelotão que entretanto recuara, o alferes Boaventura e o cabo Fortunato estavam encurralados e ao alcance dos tanques inimigos...  
   - Só temos uma chance de nos livrarmos desta, cabo, peça aí pelo rádio apoio aéreo imediato senão estamos fritos!
Passados poucos minutos do soldado Fortunato ter solicitado ajuda aérea eis que por entre as explosões causadas pelo fogo inimigo ele ouve um barulho familiar ao longe, era a tão ansiada ajuda:
   - Veja, meu alferes, eles vieram, estamos safos!
E depois do entusiasmo inicial os dois ficaram feitos estátuas quando o barulhento Hércules C-130 passou diante deles com uma tarja publicitando "CORAGEM"!      



 

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

 

ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - VII

CAMA PARA NÃO FUMADORES...


Depois de ter sexo com a sua mulher, Valentim tinha o hábito de se sentar na cama e assim, de costas apoiadas na larga cabeceira do leito, acendia um cigarro e fumava devagar e profundamente enquanto observava com deleite os novelos de fumo que subiam até ao tecto... Esse ritual dava-lhe gozo, era como que um prémio pelo seu desempenho de macho e nem sempre mas por vezes até chegava a fumar por duas vezes mas, naturalmente e a pouco e pouco, Valentim deixou de fumar... 




João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo) 

terça-feira, 21 de julho de 2020



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - VI


UM DESASTRE SEXUAL NO ALENTEJO...
  

Tudo corria como previsto, o Ti Manel Malaviado e o seu rebanho de cabras tinham madrugado cedo, como de costume, e estavam já a atravessar a estrada nacional ainda deserta em busca do pasto prometido, além nas cercanias da herdade, quando de repente, vindo do raio que o parta, um barulho estridente inquietou os animais, todas as orelhas, caprinas, caninas e humanas, se voltaram espetadas em direcção ao horizonte ainda nebuloso...
E então o Ti Manel estacou, apoiou-se no cajado, compôs a manta que trazia aos ombros, deu um jeito à sacola do farnel que trazia a tiracolo, ajeitou o chapéu de larga aba, fez da mão esquerda uma pála para proteger dos alvorescentes raios de sol e abriu a boca de espanto, como se lhe fosse possível compreender o que se passava apenas inspirando mais profundamente o ar matinal: aquilo que primeiro não passava de uma pequena mancha muito lá ao fundo rapidamente se tornou num carro vermelho como ó diabo que parecia querer matar tudo e todos e que tentando desviar-se em ziguezagues descontrolados dos últimos animais que atravessavam a estrada foi embater com estrondo mas sem glória no tronco de um inocente chaparro que há séculos tranquilamente se limitava a ver a vida passar da berma da estrada...




E do carro maltratado, já só com três rodas e parte da frente destruída, sai uma aperaltada e garrida criatura, gesticulando com desespero enquanto dizia numa voz estridente e irritante:
   - Óh! Dio mio... Mi Maserati, tutti rotto, tutti distrutto!
O Ti Manel, sagaz como era e avaliando a situação, se a coisa desse para o torto ainda a culpa seria sua e poderia custar-lhe meia dúzia de animais, afinal aquilo estava mesmo para o escavacado, tentou acalmar a criatura:
   - Oiça, ganhe lá calma homem... O senhor sabe que vinha depressa demais, né? A culpa é sua! Além disso, a coisa nem parece assim tão feia, uma roda, duas rodas, a parte da frente, talvez ali o Chico Oleaças da oficina o consiga desenrascar, eu até posso ir lá consigo...
Mas o raio do espaventoso italiano de lenço garrido ao pescoço e trejeitos manhosos nem o ouvia, de mãos na cabeça limitava-se a olhar para o carro e ia repetindo choramingosamente:
    - Óh! Dio mio... Mi Maserati, tutti rotto, tutti distrutto!
    - Ó amigo, já lhe disse, ganhe lá calma! Ali o Chico resolve-lhe o problema e...
Mas o outro nem o via e muito menos o ouvia, limitando-se a dizer:
    - Óh! Dio mio... Mi Maserati, tutti rotto, tutti distrutto!
E o Ti Manel Malaviado, que era de pavio curto e que já estava a ficar farto daquela cena marada, enquanto coçava a curta genitália que lhe dava a alcunha e que apenas servia para satisfazer as suas cabrinhas de meia idade, exclamou:
     - Porra! Roto és tu! Ouve, já estou farto disto! Não queres ajuda?- e olhando para o Maserati continuou - Olha, mete-o no cú!
E o outro, que por fim o tinha encarado e que apenas tinha olhos para a sua mão cheia aconchegando as partes moles logo se transfigurou:
   - Por favore, non me parlare de amore in questo momenti!


João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - V


NEM GESSO NEM LIGADURAS, NADA ABAFA A NATUREZA...

E de repente, estremecendo a tranquilidade da tarde, ouviu-se um impaciente barulho na porta do bordel:
   - TOC, TOC!.... TOC, TOC, TOC....
E a Eugénia, que dormitava enroscada no sofá, levantou-se a custo e dirigiu-se para a porta resmungando em voz alta "Mas quem é o anormal que em vez de tocar à campainha está para aqui a tentar arrombar a porta?"
Espreitou pelo óculo, e não acreditando no que estava vendo afastou-se ligeiramente, fechou os olhos e abanou um pouco a cabeça para a pôr em ordem e voltou a espreitar... Do outro lado estava uma infeliz criatura de gesso,  não se aproveitava um braço nem uma perna, até o nariz e a cabeça estavam envoltas em ligaduras...
"Que raio! - desabafou para si própria... - Este maluco enganou-se na porta, deve pensar que é aqui o hospital!".
Eugénia abriu a porta decidida e disparou:
  - O senhor enganou-se decerto! O hospital não é aqui!
  - Desculpe, mas não é aqui a casa das meninas da Dona...
Impaciente, Eugénia retrucou:
  - Sim, é! Mas o que pensa o senhor que consegue fazer nesse estado?
  - Desculpe, mas já pensou como é que eu consegui bater à porta? - respondeu a criatura fazendo um gesto com a cabeça para o inflamado baixo-ventre....


João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - IV


A DERRADEIRA CONFISSÃO... 


Cheirava a morte no quarto envolto em penumbra e na parede caiada de um branco a desfazer-se em pequenas lágrimas de óxido de cálcio onde encostava a cabeceira do leito via-se tremelicando a sombra esticada de uma mão enclavinhada suplicando por ajuda...
A mulher aproximou-se, pousou o castiçal de vela mortiça em cima do naperon da mesinha de cabeceira e num gracioso e sereno movimento sentou-se na beira da cama e olhou para o moribundo:
  -  Amor, preciso de te confessar uma coisa! Não quero morrer de consciência pesada... 
  - Querido, não te canses, e que parvoíce é essa, não precisas de confessar nada...
E ele, agitado, ia dizendo:
  - Preciso sim, para ir em paz tenho que te dizer umas coisas... Sabes, dormi com a tua irmã, foi um erro, eu sei, mas não resisti. E também dormi com a Clara, a tua melhor amiga... E também fui às putas umas quantas vezes, mas só depois daqueles jantares de amigos, por brincadeira, vá... Ah, e também comi a vizinha nova a semana passad...
E então ela pôs-lhe uma mão sobre a boca e com a outra fez-lhe sinal para se calar e tranquilamente disse:
- Tudo bem, amor, não te canses nem te preocupes com isso, eu descobri tudo há semanas. Agora descansa, tranquilo, deixa o veneno fazer efeito...


João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - III

PALAVRAS AFRODISÍACAS



Os corpos suados enrolavam-se freneticamente em anseios de paixão, o sangue latejava acelerado pelas veias e a respiração engasgava-se nas gargantas sedentas e foi então que a Efigénia, convencida de que a relação precisava de ser um pouco apimentada e tentando reproduzir o diálogo de um filme que tinha espreitado à socapa dias antes e em que os protagonistas tinham alcançado o clímaxsussurrou à orelha de Casimiro:  
  - Amor, vá, diz-me coisas PORCAS!
E o amante, que ainda andava com um ligeiro desarranjo provocado pelo molho de leitão da véspera, balbuciou com um esgar estampado na face:
  - Querida... acho que me caguei todo...
   





João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)

quinta-feira, 3 de maio de 2018



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - II

O CONSELHEIRO LINGUARUDO

Ambrósio andava angustiado, aquelas sessões de terapia matrimonial que se arrastavam há meses não estavam a surtir efeito, a crise conjugal continuava... Felizmente hoje era uma daquelas sessões a sós com o terapeuta, a mulher não estaria lá para ouvir os seus desabafos:
      - Então, Ambrósio, que tal temos passado?
      - O Sr. Doutor não sei, mas eu na mesma!  Embora dê comigo a pensar que, já que isto chegou a um ponto em que não há remédio, está na hora de resolver sonhos antigos...
       - Que tipo de sonhos, Ambrósio?
      - Olhe, por exemplo, ménage à trois, adoraria fazer sexo a três...
      - Bem, Ambrósio, é simples, pelo que sei basta chegar mais cedo a casa...



João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)

domingo, 25 de março de 2018



ANEDOTAS QUE PARECEM POEMAS - I

A VIDENTE


Anacleto, um amigo meu de feitio pouco místico e atravessando uma fase complicada da sua existência, após muitas hesitações e a conselho meu, decide consultar uma conceituada vidente. Chegado à porta da iluminada, toca à campainha e ouve uma voz quase vinda do além:
     - Quem é?
Ao que Anacleto responde:
     - F*da-se, começamos mal!  



João das Boas Regras
(Sociólogo de Valmedo)