Este maravilhoso livro, pequeno em tamanho mas enorme em essência, é não só um livro de memórias mas também uma homenagem à personagem desconcertante que foi Borges, nele se divulgam a partilha de momentos domésticos, de leituras, de conversas e reflexões, sobre livros e sobre a vida... E há tantas curiosidades a descobrir sobre sobre o autor de "A Biblioteca de Babel"...
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Este maravilhoso livro, pequeno em tamanho mas enorme em essência, é não só um livro de memórias mas também uma homenagem à personagem desconcertante que foi Borges, nele se divulgam a partilha de momentos domésticos, de leituras, de conversas e reflexões, sobre livros e sobre a vida... E há tantas curiosidades a descobrir sobre sobre o autor de "A Biblioteca de Babel"...
terça-feira, 21 de outubro de 2025
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| "Caetano Galindo no Fólio" - Jean-Charles Forgeronne |
Caetano Galindo nasceu em Curitiba, no Brasil, tem 52 anos e é professor da Universidade Federal do Paraná desde 1998 e que, para além de autor de livros de poesia, ficção e teatro, nutre uma paixão pela Língua Portuguesa que o levou então a publicar em 2023 este sedutor "Latim em Pó", só agora editado em Portugal, e mais recentemente, já em 2025, "Na Ponta da Língua: Nosso Português da Cabeça aos Pés"...
E que maravilha é mergulhar na história da Língua Portuguesa e rebolar no pó do latim, uma leitura deliciosa e enriquecedora, numa escrita encantatória...
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
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| "O Askoy II" - Fonte: Google |
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| "Captain Brel - Foto: www.boatsnews.com |
domingo, 1 de dezembro de 2024
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| "Lá, a Bruckengasse" - Jean-Charles Forgeronne |
segunda-feira, 11 de novembro de 2024
quinta-feira, 25 de abril de 2024
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXVIII
quinta-feira, 18 de janeiro de 2024
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXVII
À MESA COM ... TEMPO!
"Observando e ouvindo os nossos filhos agora adultos, perguntávamos o que seria que nos ligava, não o sangue nem os genes, mas apenas o presente de milhares de dias passados em conjunto, de palavras e de gestos, percursos de carro, inúmeras experiências comuns sem rasto consciente. Partiam, beijando-nos quatro vezes nas maçãs do rosto. À noite, recordávamos o prazer que eles tinham tido por comer na nossa casa com os seus amigos - felizes por podermos ainda prover à mais antiga e mais importante das suas necessidades: a alimentação. Neste desassossego infundado que sentimos por eles, reforçados pela crença de que na sua idade éramos mais fortes, vemo-los como seres frágeis num futuro informe."
João Vírgula
(Leitor de Valmedo)
terça-feira, 14 de novembro de 2023
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXVI
quinta-feira, 19 de outubro de 2023
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXV
OS TORMENTOS DA MISÉRIA
E quem descansa um pouco à sombra e à beira da ponte romana, olhando o magro Tormes e a medieval Salamanca, inevitavelmente é atraído para aquele par de personagens imortalizadas no bronze, o jovem Lázaro guiando o mestre cego...Curioso, caro leitor? Tem bom remédio, pegue na edição dos Livros RTP que tem para lá perdida em casa e conheça toda a história, a leitura revelar-se-á rápida, divertida e gratificante...
segunda-feira, 26 de junho de 2023
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXIV
AS MEMÓRIAS NÃO AFUNDAM
segunda-feira, 24 de abril de 2023
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXIII
AS MARAVILHOSAS AVENTURAS DE JOÃO SEM MEDO
É um daqueles livros que pode e deve ser lido em tenra idade como depois ser relido já adulto porque apesar de haver quem o catalogue como objecto de literatura infantil isso não faz justiça à riqueza proverbial da obra e isso aconteceu comigo: depois de há muito tempo ser obrigado pela escola a ler as "Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo" acontece que, por curiosidade e nostalgia, voltei a relê-lo recentemente... E se me lembrava apenas vagamente de umas aventuras extraordinárias de um menino agora pasmei com a sabedoria impregnada naquelas páginas, a leitura é tão diferente e tão mais rica que que me frustrou o não ter aprendido então os segredos da vida que agora, já tarde, julgamos saber... Nesta obra, concebida em 1933, José Gomes Ferreira publicava um episódio por semana na revista infantil "Sr. Doutor" e, nas palavras do próprio, por falta de tempo muitas vezes era obrigado a improvisar e que belo improviso lhe saiu já que o seu herói se tornou uma personagem famosa até hoje ao galgar o muro proibido que separa o Mundo Real do Mundo Mágico e assim obrigar o leitor a pensar e a sonhar... E depois, que dizer do surpreendente e desconcertante destino do nosso herói de Chora-Que-Logo-Bebes?
terça-feira, 18 de abril de 2023
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXII
Criatividade é coisa que não falta a Afonso Cruz, sem dúvida um dos maiores escritores contemporâneos da língua portuguesa, e para constatá-lo não é necessário enumerar os prémios que recebeu ou os inúmeros elogios que granjeou, basta ler um dos seus livros, por exemplo este "Jesus Cristo bebia cerveja" que já tem onze anos de vida embora não pareça, poderia muito bem ter sido escrito ontem à noite... É um romance desconcertante, uma tragicomédia que aborda com fino humor as coisas fundamentais da vida: o amor, a luta, o sofrimento e, claro, a cerveja, essa bebida sagrada tão do agrado do autor que até a fabrica há décadas bem como deste escriba que enquanto debita estas palavras a vai degustando... Caro leitor, vale mesmo a pena visitar a Jerusalém alentejana e mergulhar na história comovente de uma rapariga que lê westerns... E já agora, caro Afonso, espero revê-lo em breve no "Livros a Oeste"...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
LIVROS 5 ESTRELAS - XXXI
A SOLIDÃO, A VIOLÊNCIA E OS CÃES...
Que faz um cão no meio do caminho? Espera por nós para o salvarmos do abandono? Ou será que é ele que nos quer salvar da nossa solidão? "UM CÃO NO MEIO DO CAMINHO" é mesmo o título do novo romance de Isabela Figueiredo, ex-jornalista, ex-professora de português no ensino secundário e agora blogger e escritora já com vários prémios e muito êxito...
domingo, 16 de outubro de 2022
" e também havia a Georgie, a única que não chegou a viver os
anos 90
vinha do País de Gales e estava atirar o curso de canalizadora,
os pais eram Testemunhas de Jeová e tinham-lhe virado costas por ela ser
gay
era uma órfã perdida e então elas adoptaram-na
era a única mulher na sua equipa de canalizadores e tinha de aguentar as
piadas dos colegas masculinos sempre a falar em
buracos, brocas, ajoelhar, bicos, válvulas, boias e tanques cheios
e o que lhes apetecia fazer ao traseiro quando ela estava enfiada
debaixo de um lavatório a consertar um cano ou de gatas a
espreitar a uma sargeta "
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| "Bernardine no Folio" |
segunda-feira, 16 de maio de 2022
LIVROS 5 ESTRELAS - XXIX
VERGONHAÇAS E REMORSOS...
Que vergonha, melhor dito, uma vergonhaça, pensei para mim enquanto me deixava escorregar pela cadeira do auditório abaixo numa ridícula tentativa de desaparecer num mágico fumo de ilusionista, seria eu a única alminha ali presente naquela sessão dos "Livros a Oeste" que, vá lá saber-se porquê, não tinha lido o fabuloso romance de estreia de Valter Hugo Mãe que foi galardoado com o Prémio José Saramago... Todos reconheciam a genialidade em "O remorso de baltazar serapião", até o próprio Saramago que prefaciou a obra e onde afirmou categoricamente que aquele livro era um tsunami! Um marco fundamental na literatura portuguesa contemporânea, todos juravam e mais juras não eram necessárias pois se até o mestre tinha ficado deslumbrado com a obra que melhor atestado de qualidade se poderia obter?
"Basta ler a primeira página, a primeira palavra, sentir a primeira respiração. É um livro diferente. A sensação que esta obra me dá, além do ímpeto arrasador e ao mesmo tempo construtor de algum elo, é a de estar a assistir a um novo parto da língua portuguesa, um nascimento de si mesma." (José Saramago)
E pronto, não dormi sossegado, na manhã seguinte bem cedo era eu o primeiro a entrar na Biblioteca Municipal da Lourinhã e com um único e desesperado intuito, requisitar o famigerado livro... E agora aqui estou sentado no rebordo de um muro antigo da Quinta do Prior, bafejado pela sombra de uma velha árvore e a este abençoado recanto não chega o barulho dos carros apressados ao virar da curva do caminho, aguardo que termine o transplante do pára-brisas do velhinho Corsa, operação delicada e com riscos mas que lhe pode dar mais um ou dois anos de vida e para passar as duas horas de espera devoro os últimos e breves capítulos da aventura do Serapião, esse homem que ao casar com a moça mais bonita da sua terra se deixou corromper até ao tutano pelo preconceito e pela machista tradição... Assim, contas feitas, precisei apenas de dois dias intermitentes para a integral leitura e, de facto, o romance é ainda um tsunami passada década e meia sobre o seu parto... Hoje sinto-me muito melhor, como alguém que ao corrigir um erro enorme do seu passado tivesse agora uma segunda oportunidade, conhecer a obra de uma grande escritor.
João Vírgula
(Leitor de Valmedo)
sábado, 8 de janeiro de 2022
LIVROS 5 ESTRELAS - XXVIII
EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO
Criação de um moralista culto e sensível, "Em Busca do Tempo Perdido" é uma obra imensa não só em tamanho como em conteúdo e é um testemunho muito particular do mundo e da sociedade francesa nos alvores do século XX, um quadro cheio de impressões, sensações e devaneios sobre o amor, sobre a memória, sobre o tempo e sobre tudo aquilo que o autor julgou digno de ser vivido e gravado para a posteridade... Marcel Proust, doente desde tenra idade por ser fraco de pulmões (desde a infância onde cedo foi atacado pela asma até à morte prematura devido a uma bronquite mal tratada) teve a sorte de ter nascido numa família rica que não só lhe abriu os salões da alta burguesia onde se inspirou para muito do enredo da sua criação literária como lhe proporcionou tempo para se dedicar em exclusivo à escrita do seu enorme romance, a obra de uma vida...
Proust retirou-se do mundo para escrever as sete novelas que compõem "Em Busca do Tempo Perdido", empresa gigantesca que lhe viria a consumir 16(!) anos da sua existência e foi já em completa reclusão no seu quarto que nos últimos dois anos de vida, já bastante fragilizado e doente, num esforço prodigioso, escreveu até à morte os últimos volumes do monumental romance... Obra datada, sem dúvida, mas eterna...
João Vírgula
(Leitor de Valmedo)
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
Tal como o Danúbio-rio flui imparável ao longo de vales e planícies, delimitando fronteiras e alimentando e definindo a cultura de diversos povos, também o Danúbio-livro oferece uma fluida e riquíssima viagem pelo centro da Europa e que permite ao leitor uma compreensão da cultura europeia. Além disso, Magris, germanista de formação, demonstra nesta obra toda a sua erudição, ele que para além de um escritor reconhecido e premiado sempre na antecâmara do Nobel é também professor na Universidade de Trieste, a sua cidade Natal...
"As janelas dão para o Danúbio, assomam sobre o grande rio e sobre as colinas que o sobrepujam, uma paisagem marcada pelos bosques e pelas cúpulas em cebola das igrejas; de Inverno, com o céu frio e as manchas da neve, as suaves curvas dos montes e do rio parecem perder corpo e peso, transformam-se em leves linhas de um desenho, numa elegante melancolia heráldica. Linz, a capital da Áustria Superior, era a cidade que Hitler amava acima de todas as outras e que queria transformar na mais monumental das metrópoles do Danúbio."
terça-feira, 13 de julho de 2021
Não sei quanto tempo humano durou a leitura mas fiquem sabendo que nunca me portei tão bem, amigos caninos, deitado qual esfinge egípcia e quando o leitor lançava um olhar inquisitorial à minha atenção lá eu o encarava embora prestasse mais atenção à capa do livro onde brilhava alguém muito parecido comigo, um épagneul-breton branco e castanho como eu, embora só um pouco mais escuro à volta dos olhos...
- Este livro poderia ser sobre ti, James, és tão parecido com este Kurika!
- Kurika é nome de cão? - perguntei...
- Olha, até nisso se parece contigo, foram os filhos do autor do livro que o baptizaram assim porque andavam a ler as aventuras de um leão chamado Kurika enquanto tu te chamas James porque o M. andava a ler as aventuras de um herói com esse nome... E reparaste que até a história de dormires na cozinha é em tudo igual, o Kurika barafustou tanto por não querer dormir no canil que a família tfoi obrigada a arranjar-lhe um cantinho na cozinha!
Claro que eu tinha reparado, mas não é assim que deveria ser? Afinal se um cão como eu que se acha mais pessoa do que cão não deve dormir na rua isolado da sua família, certo? Por outro lado, ouvir este livro fez-me um bem danado ao meu ego, já repararam, amigos caninos, que eu sou um cão com nome de pessoa? E o J.C leu-me os pensamentos ao dizer:
- Pois é, James, às vezes olho para ti e desconfio que tu és uma pessoa disfarçada de cão, só te falta falar!
E não se esqueçam, seus cães, peçam lá em casa para vos ler esta obra-prima...
sexta-feira, 23 de abril de 2021
E porque hoje é o Dia Mundial do Livro celebremos um, um pequenino de apenas 140 páginas que me chegou emprestado pelas mãos de um chará e que por sua vez o tinha recebido autografado pelo autor também nosso chará, de rápida e fácil leitura a condizer com estes modernos tempos que padecem da doença da pressa, essa pandemia que nos rouba amiúde a descoberta e a felicidade da leitura mas que depois nos recompensa quase até ao infinito... São sete os contos que compõem " O dia em que Charles Bossangwa chegou à América", obra de JOÃO MELO, caluanda, escritor, jornalista, publicitário, professor universitário e consultor nascido em Luanda, poeta e contista premiado e traduzido em várias latitudes e com fortes ligações à Lusitânia, tendo estudado em Coimbra e sendo actualmente, por exemplo, cronista no Diário de Notícias...
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
LIVROS 5 ESTRELAS - XXIII
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| "Murakami em Maratona, depois da primeira maratona..." - Foto: M. Kageyama |
















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