domingo, 5 de julho de 2026
sábado, 16 de maio de 2026
E com alguma dificuldade também trouxe à luz do dia o CD de Thomas Dybdahl, "One day you'll dance for me, New York", com a fabulosa homónima canção que numa manhã ancestral e de sorte calhou eu ouvir o João sugerir num programa de rádio, penso que num saudoso "Hotel Babilónia", e o meu mundo foi diferente para melhor desde então, uma das canções a eleger para a minha colectânea de vida... Só por isso, mas também por muito mais, obrigado, Gobern! Mas eis senão quando na hora da verdade o Gobern aparece apenas em vídeo, a porcaria do futebol obrigou-o a ficar retido para comentários naqueles painéis de especialistas da bola para os quais já não há ponta de pachorra... Compromissos são compromissos, de acordo, mas logo haveria o último jogo do glorioso ser marcado para este mesmo dia? E ainda por cima com diminutas possibilidades de êxito? Imperdoável, Gobern! E o tão ansiado autógrafo? Vais ter que pagar com juros quando voltares aos Livros a Oeste... Cá te espero...
sexta-feira, 8 de maio de 2026
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| "Livraria do Mercado, Óbidos"- 19/04/26 |
Alberto Manguel, escritor, ensaísta e erudito bibliófilo, está ali mesmo à minha frente para apresentar o seu último livro, "Contos do Chá", uma colectânea de contos em que o denominador comum é, obviamente, o chá, essa mítica bebida que acompanha a humanidade há séculos, e onde, entre um sorvo e outro, nos podemos deleitar com pérolas de Agatha Christie, Hans Christian Andersen, Saki ou Anton Tchékov, entre outros... E se juntarmos ao chá um personalizado autógrafo melhor fica a cerimónia...
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Exposições (com destaque para a de Nadir Afonso), ateliers e workshops, conversas com escritores, animação de rua e música, tanta coisa boa para tornar estes dias mais belos...
João Vírgula
quinta-feira, 12 de março de 2026
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
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| "Meia-Pátria"- 2026 - Jean-Charles Forgeronne |
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
terça-feira, 25 de março de 2025
segunda-feira, 25 de novembro de 2024
sexta-feira, 17 de maio de 2024
E À TERCEIRA FEZ-SE LUZ DE VEZ!
Na primeira vez, logo pela manhãzinha cedo, como gosto, primeiríssima sessão do dia, cheguei a entrar e até me sentei numa das sete almofadas espalhadas pelo centro do espaço, respirei fundo para oxigenar o cérebro e prepará-lo para outra dimensão, olhei em volta para a instalação de lâmpadas ainda inertes que me rodeavam, consultei ansiosamente o relógio, estava na hora, 10:30 em ponto, mas... nada aconteceu, tudo continuava escuro... Um par de minutos passou e a cortina abriu-se um pouco mostrando apenas uma cara em contra-luz, era o João Miguel, funcionário anfitrião e encarregue de accionar os interruptores certos para o início da coisa; "Nada?" - perguntou, e nada eu respondi encolhendo os ombros de mão estendida, e agora o que fazer? Ele não iria mexer no computador, isso era com os responsáveis da obra, ele apenas tinha feito aquilo que lhe tinha sido pedido... Desculpas à parte, teria que ficar para outra hora...
sábado, 5 de agosto de 2023
Do tempo à beira do caniçal
(...) " Para Porto Dinheiro convergiram muitas atenções nos últimos tempos porque foi aí, numa das suas arribas, que foi exumado há alguns anos o Dinheirosaurus lourinhanensis, lagarto único da sua espécie que veio imortalizar a região. Mas todos os anos, em Agosto, acontece na praia de Porto Dinheiro uma festa especial, tão especial que afasta para longe a memoria da grandiosa descoberta paleontológica do saurópode e o visitante desprevenido que descer qualquer das encostas (mais prometedora a que vem da Atalaia) ficará deveras surpreendido com a encenação que aí terá lugar. Se há cento e cinquenta milhões de anos passavam por ali rios que vinham do arquipélago das Berlengas, nestes dias festivos, a praia, que por efeitos de linguagem já é por natureza uma arena, serena e pequenina, escondida lá no fundo, que por estar tão aconchegada pelas arribas parece um ninho, transforma-se num anfiteatro único ao albergar um redondel improvisado...
Excerto de "À beira do caniçal", de João Pena Seca
segunda-feira, 15 de maio de 2023
DIZEM QUE A CULTURA ESTÁ CARA?
João Vírgula
(Leitor de Valmedo)
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
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| "O errante Álvaro" - FÓLIO - Jean-Charles Forgeronne |
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
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| "The Old Time Rags" |
The Old Time Rags
De espírito saciado subi então até à Igreja-Livraria de Santiago, outrora templo de missas e reflexão, agora templo literário em que a religião são os livros, afinal quem disse que a leitura também nos pode abrir as portas do céu? E ali, de livro aberto no altar e rodeado de estantes recheadas de obras para todos os gostos, algumas canónicas e outras nem tanto, assisti a uma agradável conversa luso-brasileira sobre como se constrói um romance e tanto Rute Simões Ribeiro, jovem escritora de origens coimbrãs, como Lucrecia Zappi, jornalista e romancista argentina de nascimento, paulista de crescimento e nova-iorquina de vivência actual, coincidiram na ideia de que não têm qualquer cartilha ou receita para começar uma escrita, a coisa tanto pode nascer de uma ideia como de uma simples conversa em que se em pleno autocarro... Saí dali animado, afinal qualquer um pode descobrir inspiração em qualquer lado, pensei...
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| "Conversa no altar" |
Já tardinha e antes de uma pausa para o premente reconforto gástrico desci aos ziguezagues por entre turistas em busca da casa onde se hospeda a Editora Abysmo, criação de João Paulo Cotrim, jornalista, escritor e apaixonado pela banda desenhada e ilustração, figura incontornável e agitadora do panorama artístico português, desaparecido demasiado novo faz em Dezembro um ano... Foi com o intuito de relembrar histórias surreais e caricatas passadas com Cotrim que vários amigos seus se reuniram mas a emoção tomou conta dos oradores e se na plateia houvesse alguém que desconhecesse de quem se falava então apercebeu-se da figura extraordinária que era o homenageado...
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| "Os amigos do João" |
Para terminar o dia em beleza nada melhor do que ouvir as palavras de NBC, um são-tomense de cor naturalmente preta radicado em Torres Vedras e que acompanhado com mestria ao piano e com as suas mensagens fortes e inspiradoras bem poderia fundar grupo de auto-ajuda ou então um culto evangélico tal a empatia que desperta na assistência, nunca tinha visto um artista tão emocionado em palco com a entrega do público e o concerto terminou em apoteose quando o Timóteo decidiu ir cumprimentar um por um todos os espectadores...
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| "Natural Black Colour" |
quarta-feira, 18 de maio de 2022
MANUAL PRÁTICO PARA EMOÇÕES FORTES
E o 10º Festival Literário LIVROS A OESTE terminou da melhor maneira e com emoções muito fortes num auditório bem composto e a vibrar com o poder de expressão e comunicação de NAPOLEÃO MIRA, alentejano de Castro Verde, jornalista, poeta, escritor e especialmente um declamador de poesia que veio até à Lourinhã apresentar o seu espectáculo "Manual Prático para Emoções Fortes", uma mágica simbiose entre a palavra, a imagem e a música... E depois de tudo o que foi dito falta dizer que foi uma bela homenagem ao Alentejo, aos seus poetas, aos seus cantadores populares e aos seus heróis... E claro, também a Fernando Pessoa...
Mas Napoleão não veio sozinho, trouxe companheiros de largas aventuras, das suas colaborações na voadora grafonola, por exemplo, lá estiveram o Rafael Correia no debitar do som, a Mariana Correia, já conhecida como a menina do violoncelo e pés nus, e especialmente Luís Galrito, músico e cantautor também ele alentejano de Reguengos de Monsaraz e já com nobre obra própria editada...
E Luís Galrito, numa bela homenagem ao Zeca Afonso numa estarrecedora interpretação de "Cantar Alentejano", chamada aqui apenas de "Catarina", arrasou a plateia com uma voz poderosíssima, parecia que era o Zeca que estava a cantar! E se não era ele então o seu espírito pairava ali no Auditório da AMAL, tive a certeza disso quando olhei para o lado e vi o meu amigo Andarilho sem jeito, para além de emocionado, extasiado...
J.C
(Poeta de Valmedo)
segunda-feira, 16 de maio de 2022
LIVROS 5 ESTRELAS - XXIX
VERGONHAÇAS E REMORSOS...
Que vergonha, melhor dito, uma vergonhaça, pensei para mim enquanto me deixava escorregar pela cadeira do auditório abaixo numa ridícula tentativa de desaparecer num mágico fumo de ilusionista, seria eu a única alminha ali presente naquela sessão dos "Livros a Oeste" que, vá lá saber-se porquê, não tinha lido o fabuloso romance de estreia de Valter Hugo Mãe que foi galardoado com o Prémio José Saramago... Todos reconheciam a genialidade em "O remorso de baltazar serapião", até o próprio Saramago que prefaciou a obra e onde afirmou categoricamente que aquele livro era um tsunami! Um marco fundamental na literatura portuguesa contemporânea, todos juravam e mais juras não eram necessárias pois se até o mestre tinha ficado deslumbrado com a obra que melhor atestado de qualidade se poderia obter?
"Basta ler a primeira página, a primeira palavra, sentir a primeira respiração. É um livro diferente. A sensação que esta obra me dá, além do ímpeto arrasador e ao mesmo tempo construtor de algum elo, é a de estar a assistir a um novo parto da língua portuguesa, um nascimento de si mesma." (José Saramago)
E pronto, não dormi sossegado, na manhã seguinte bem cedo era eu o primeiro a entrar na Biblioteca Municipal da Lourinhã e com um único e desesperado intuito, requisitar o famigerado livro... E agora aqui estou sentado no rebordo de um muro antigo da Quinta do Prior, bafejado pela sombra de uma velha árvore e a este abençoado recanto não chega o barulho dos carros apressados ao virar da curva do caminho, aguardo que termine o transplante do pára-brisas do velhinho Corsa, operação delicada e com riscos mas que lhe pode dar mais um ou dois anos de vida e para passar as duas horas de espera devoro os últimos e breves capítulos da aventura do Serapião, esse homem que ao casar com a moça mais bonita da sua terra se deixou corromper até ao tutano pelo preconceito e pela machista tradição... Assim, contas feitas, precisei apenas de dois dias intermitentes para a integral leitura e, de facto, o romance é ainda um tsunami passada década e meia sobre o seu parto... Hoje sinto-me muito melhor, como alguém que ao corrigir um erro enorme do seu passado tivesse agora uma segunda oportunidade, conhecer a obra de uma grande escritor.
João Vírgula
(Leitor de Valmedo)
E VEIO O DIA DE SARAMAGO...
A tarde encalorou-se, (e sublinho propositadamente esta palavra inventada por mim e ilegal que não faz parte de qualquer dicionário da língua lusa porque acho que o mestre iria ficar tocado com isso, ele que era atreito à desmontagem do rígido cânone da gramática portuguesa) e trouxe à Biblioteca Municipal João Céu e Silva, jornalista de longa data e jovem romancista, autor duma interessante série de entrevistas biográficas intitulada "Uma longa Viagem com..." e que vem viajando há uns anos com personagens como Álvaro Cunhal, Manuel Alegre, António Lobo Antunes ou Vasco Pulido Valente, por exemplo... E claro também fez uma longa viagem com o homenageado do dia, José Saramago, lembrando e festejando à priori o centenário do seu nascimento...
quinta-feira, 12 de maio de 2022
LÍNGUAS E DESACORDOS ORTOGRÁFICOS...
É sempre bom rever o Sérgio Godinho e especialmente fora do palco musical, à beira de contar 77 primaveras o homem respira sabedoria e sente-se como peixe num oceano de letras, ele que não tem fronteiras no que toca a géneros de expressão nem quanto à idade daqueles com quem colabora, tanto se dá com outros artistas da sua geração como com a juventude rebelde... E depois ao falar do seu último livro de poemas, "Palavras São Imagens São Palavras", lançado em Novembro de 2021, ficou a plateia a saber que os poemas nele contidos se criaram a partir de imagens, entre os quais uma homenagem a Bernardo Sasseti...
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| "22 Oeste" - Jean-Charles Forgeronne |
João Melo já o conhecíamos de outras paragens, romancista angolano, caluanda como gosta de se chamar, contista e ainda cronista nas páginas do Diário de Notícias, assume que faz da ironia e do sentido de humor a sua matriz de expressão e ainda bem que o faz, digo eu, farto de tantos autores sérios, formais e formatados... Parece que o João acabou de lançar um romance em que a principal personagem é um autor que só tinha um propósito de vida: escrever um romance! Tema demasiado simples e já recorrente? Talvez, mas com o humor e ironia dá-se-lhe a volta à maneira, leitura obrigatória para os próximos tempos....
E depois veio a surpresa da noite: Tony Tcheka, guineense erudito, jornalista e poeta que arrasou completamente o famigerado acordo ortográfico, em cujas reuniões participou, disse ele: "O acordo ortográfico está parado, é um nado-morto! Vale a pena? Não embarca nem desembarca..." Isto foi dito por alguém que nasceu num arquipélago com milhares de ilhas e onde se falam 36 (!) línguas, incluindo o português que era obrigatório quando ele frequentou a escola primária chamada Oliveira Salazar, nem de propósito...
João Vírgula
(Leitor de Valmedo)
domingo, 1 de maio de 2022
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
"A literatura contribui para criar cidadãos críticos, que não se deixam manipular facilmente porque têm a capacidade de projectar-se em direcção a um futuro menos ruinoso, menos medíocre, mais à altura das suas expectativas. A literatura é fundamental para a formação de cidadãos verdadeiramente democráticos."
Jorge Luís Borges
(Entrevista ao Expresso, 2020)


























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