terça-feira, 4 de agosto de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
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| "Calheta de Nesquim" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Casa dos Botes da Calheta de Nesquim"- Jean-Charles Forgeronne |
segunda-feira, 1 de junho de 2026
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| "Igreja Nossa Senhora dos Milagres", Corvo - Jean-Charles Forgeronne |
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025
E dirigindo-se àquelas pessoas de baixa condição social perguntou D. Leonor, a esposa do perfeito rei D. João II, o que faziam naquelas águas de mau aspecto e cheiro, ao que lhe disseram que aquelas cálidas águas eram milagrosas, que curavam elas muitas e diversas maleitas! A Rainha, padecendo também ela de alguns desconfortos, não pensou duas vezes e decide pôr à prova o milagre, desce do cavalo e vai ao banho também, por entre a populaça e perante o ar embasbacado da sua comitiva... A Rainha parecia uma pelicana na água, ela que mais tarde seria apelidada de "pelicana real" devido não só ao brasão real do esposo mas especialmente porque, tal como o pelicano faz em relação aos filhos, a benfeitora D. Leonor também tirava alimento do seu peito para dar aos pobres... Certo é que saiu do banho retemperada e convencida, lá continuou a viagem mas na sua cabeça já germinava uma ideia: naquelas caldas iria mandar construir um hospital, acessível a todos que nelas se quisessem tratar e gratuito para pobres e desfavorecidos...
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| "Hospital Termal das Caldas da Rainha D. Leonor" - Jean-Charles Forgeronne |
Em 1485 seria pois fundado o Hospital Termal das Caldas da Rainha, o mais antigo hospital termal em funcionamento no mundo...
domingo, 12 de janeiro de 2025
quarta-feira, 20 de novembro de 2024
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| "Passagem do gado bravo", Figueiras Pretas- Jean Charles Forgeronne |
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| "Baía da Salga"- Jean-Charles Forgeronne |
quinta-feira, 14 de novembro de 2024
domingo, 4 de agosto de 2024
LENDAS E NARRATIVAS - XXII
sábado, 16 de março de 2024
LENDAS E NARRATIVAS - XXI
O TESOURO PERDIDO DE JÚLIO CÉSAR
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| "Pena da Gralha" - Jean-Charles Forgeronne |
João Alembradura
(Historiador de Valmedo)
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
LENDAS E NARRATIVAS - XX
OS ESPÍRITOS DAS FLORESTAS
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| "A ninfa do Alviela" |
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| "A dríade de Valmedo) |
João Iniciado
LENDAS E NARRATIVAS - XIX
domingo, 19 de novembro de 2023
QUEIMANDO MAUS ESPÍRITOS E BRUXAS
A luz pálida do entardecer embelezava o vale e enquanto descíamos aos ziguezagues pelo caminho de terra bastante sulcado pelas últimas chuvadas tive a sensação de que estávamos prestes a entrar noutra dimensão e tentava convencer-me de que não estava apenas a ser sugestionado pelo carácter especial da reunião, parecia-me mesmo que iríamos em breve mergulhar num mundo de maravilhosas coisas e como a escuridão ainda não engolia o cenário já se vislumbrava lá ao fundo os contornos encantadores da Capa Negra...
Os amigos iam chegando alegres e carregados de iguarias para a celebração, calhava ser sábado e dia de descanso para alguns, de folga para outros e dia de santo magusto para todos... E enquanto a mesa ia ficando composta e a Dininha andava lá fora desafiando o lusco-fusco de volta das brasas para a prometida castanhada, iam nascendo como cogumelos conversas de actualização dos acontecimentos desde a última reunião, há sempre novidades acerca deste mundo-cão que gira depressa demais...
Mas esta noite em particular trazia outro aliciante, depois das castanhas e da ceia entraria em cena a saudosa queimada, ideia da Jú e coisa que já não era feita por nós há décadas... E que melhor ocasião para encenar esse ritual de afastamento de maus espíritos, bruxas e maus-olhados do que uma reunião de amigos e em que alguns deles têm tido tão pouca sorte entretanto que até parece terem sido amaldiçoados? Obriga a tradição oriunda da Galiza e do norte de Portugal que após a ceia e na obscuridade da noite se reúnam os comensais ao redor do pote onde se vai elaborar esse purificador licor, de preferência com as luzes apagadas...
Manda a lenda que num pote de barro se deve botar a aguardente (e neste caso o Jorge Humberto fez questão de ser uma de medronho lá do Estreito, mal empregada pensei eu!) e o açúcar amarelo na proporção de 120 gramas por cada litro; depois juntam-se pedaços de maçã, uvas, cascas de limão ou de laranja e alguns grãos de café por moer; mexe-se tudo; à parte, colhe-se uma porção da bebida com uma concha, sem limão nem café, e pega-se-lhe fogo; seguidamente introduz-se a concha a arder no pote e mexendo devagar vai-se permitindo que as chamas do álcool subam em cascata... Espera-se que a queimada se apague por si própria e depois há que recitar o esconjuro, desta feita a meu encargo:
João Abelhudo
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
LENDAS E NARRATIVAS - XVII
AMOR MÁGICO NA ATLÂNTIDA
Há muito tempo, numa das sete cidades do mágico reino da Atlântida vivia uma solitária e sonhadora princesa que sempre que podia se evadia das muralhas do seu castelo e deambulava pelos campos admirando as árvores, os pássaros e o mar... Um dia deu de caras com um jovem e humilde pastor e depois de uma longa conversa em que descobriram que tinham os mesmos ideais nasceu entre os dois um amor sem limites, passaram então a encontrar-se todos os dias e por entre juras de amor eterno iam idealizando um futuro feliz...
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| "Sete Cidades" - Jean-Charles Forgeronne |
Mas o rei e a rainha tinham há muito traçado o destino da bela princesa, estava condenada a casar-se com um príncipe de uma cidade vizinha. O rei, ao saber dos namoros secretos da princesa com o pastor, tratou de proibir qualquer contacto entre os enamorados mas ainda lhes concedeu um derradeiro encontro de despedida e aí os infelizes apaixonados choraram tanto que foi nascendo uma lagoa aos pés de cada um, uma azul criada pelas lágrimas dos olhos azuis da princesa e outra verde originada pelas lágrimas dos olhos verdes do pastor... Ainda hoje e talvez para todo o sempre ainda se encontram unidas as duas lagoas...
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| "7 Mágico" - Jean-Charles Forgeronne |
João das Boas Regras
(Sociólogo deValmedo)
domingo, 7 de maio de 2023
LENDAS E NARRATIVAS - XVI
A OBRA INACABADA DO DIABO
O Diabo já tinha rondado e assediado várias vezes aquela bela jovem lavadeira de Segóbriga sem sucesso mas sabedor por experiência própria desde os tempos da criação deste mundo-cão que a persistência é uma artimanha que resulta quase sempre lá continuava a prometer-lhe mundos e fundos em troca da sua desejada alma... Até que um dia ao entardecer, certamente um daqueles dias em que uma pessoa se sente mesmo em baixo, a jovem, cansada de acarretar baldes de água ladeiras de Segóvia acima, desafiou o mafarrico: entregar-lhe-ia a sua alma se ele acabasse com o seu martírio nessa noite e fizesse chegar água à sua casa antes de o galo cantar! Ninguém dormiu nessa noite, nem o Diabo nem a moça e esta, ao ver o ritmo diabólico a que Satanás ia construindo pedra sobre pedra um conjunto de arcos gigantescos, arrependeu-se profundamente do seu desafio e desatou a rezar... Coincidência ou não, desabou então uma grande tempestade que complicou muito a tarefa do maligno e, azar dos seus azares, só lhe faltava colocar a última pedra quando o raio do bendito galo decidiu cantar! Salvou-se assim a alma da jovem que ainda hoje ostenta a glória de ter sido das poucas criaturas que enganou a perfídia do Belzebu...
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| "A última pedra" - Jean-Charles Forgeronne |
E ainda hoje é possível encontrar o Diabo com a última pedra que lhe faltava colocar no aqueduto, sentado na ladeira por onde a jovem subia com os baldes de água e a tirar uma selfie, essa moderna mania que até ao demónio distrai e faz perder precioso tempo...
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| "El acuedutco" - Jean-Charles Fogeronne |
Lenda à parte, só poderia mesmo ser mesmo obra do Diabo! Se assim não fosse, como poderia o grandioso aqueduto de Segóvia ainda estar de pé e intacto passados 2000 anos? Aquela que é uma das maiores obras levadas a cabo pelo Império Romano foi construído no século I com o intuito de abastecer Segóvia de água a partir da serra de Guadarrama, tem 16 quilómetros de percurso e a série de arcos monumentais que ainda hoje se podem observar ao longo de 728 metros estão apenas suportados pelo próprio peso dos blocos de granito, sem qualquer cimento ou argamassa... Ao todo são 167 arcos que atingem a altura máxima de 28 metros e que são formados por 20400 blocos de pedra, num perfeito e sólido equilíbrio de forças que desafia as leis da física... Quem disse que o Diabo não era um grande engenheiro?
João Palmilha
(Viajante de Valmedo)
segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
LENDAS E NARRATIVAS - XV
ALCOBAÇA, UMA HISTÓRIA DE AMOR...
O amor que unia a donzela Baça ao moço Alcoa era tão intenso e puro que parecia digno de um conto de fadas e por isso aquele par de namorados era benquisto e admirado por toda a gente da região... Bem, valha a verdade nem todos lhes queriam bem porque um dia o rapaz recebeu a visita de uma enigmática e invejosa criatura e esse encontro virou-lhe o carácter e o modo de viver e tornou-se ambicioso a tal ponto que abandonou a sua até então amada Baça...
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| "Confluência do Alcoa e do Baça" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Jardim do Amor" - Jean-Charles Foregeronne |
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
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| "A casa amaldiçoada" - Jean-Charles Forgeronne |
Quem descer do castelo pela primordial Rua dos Penedos em Linhares irá encarar a casa de granito ancestral onde há séculos habitou Dona Lopa, uma nobre viúva que vivia apenas com a sua criada e a quem, quem sabe se por inveja, a vizinhança atribuía alguns hábitos pouco católicos e outros nada recomendáveis... E num luminoso dia quem haveria de lhe bater à porta? Claro que teria que ser o nosso querido amigo e protector Santo António, quem melhor para farejar o enxofre a milhas de distância?
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| "A cabra" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Rua dos Penedos", Linhares da Beira - Jean-Charles Forgeronne |
domingo, 23 de agosto de 2020
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| "Fonte dos Amores" - Jean-Charles Forgeronne |







































