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| "Pinhoa" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Moinho-Bar" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Molino" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Pinhoa" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Moinho-Bar" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Molino" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Livro de História de Portugal" |
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| "Casas del Tratado", Tordesilhas - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Cópia doTratado" - Torre do Tombo |
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| "Cópia do Tratado", Tordesilhas - Jean-Charles Forgeronne |
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| "O Bisonte" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Mestre da Lourinhã, na Lourinhã" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Rua da Misericórdia" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Leonor nas Caldas" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "Rainha D. Leonor por José Malhoa" - Jean-Charles Forgeronne |
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| "A rendição de Granada" - Francisco Pradilla |
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| "Recriação da Batalha" |
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| "El-Rei no Vimeiro" |
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| "Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro" |
LÉGENDES ET MYSTÈRES AU PETIT-DÉJEUNER
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| "Palácio de Santos" - J.C.Forgeronne |
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| "O último pequeno-almoço" - Jean-Charles Forgeronne |
E então, à sombra de uma oliveira da qual ninguém sabe a idade, olhando o Tejo ao fundo, tomou o pequeno almoço numa mesa de pedra que passados 446 anos ainda resiste, não sonha El-Rei D. Sebastião que aquela será a sua última refeição no Palácio de Santos... Aquele a quem chamaram primeiro "o Desejado" porque evitava-se uma crise de sucessão e depois "o Encoberto" por ter desaparecido, descerá depois por entre os laranjais árabes até ao rio onde o aguarda a frota que o levará para a fatídica batalha de Alcácer Quibir, não sem antes se despedir da célebre colecção de pratos de porcelana chinesa, da dinastia Ming, que decoram um tecto piramidal em madeira talhada de uma sala de aparato, são 267 pratos ao todo mas dizem que já foram mais porque reza a lenda que sempre que ocorre uma catástrofe mundial cai um prato inexplicavelmente! Não se sabe se caiu um prato quando o rei desapareceu misteriosamente em plena batalha, até porque uns dizem que morreu na peleja que terá durado apenas 4 horas, outros afirmam que só morreu 3 anos depois da batalha após cativeiro, outros relatam que ele apenas desapareceu sem dar nas vistas do campo de batalha, assim de fininho, e, pasme-se, ainda há quem jure tê-lo visto em Itália em 1598! Cá, por este cantinho abençoado, há quem ainda o aguarde com fervor, chegando numa manhã de nevoeiro...
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| "267 Mings" - Jean-Charles Forgeronne |
Mas outro milagre ocorreu pelo Palácio de Santos: resistiu ao terrível terramoto de 1755, sofrendo apenas algumas rachas! Em 2007 e em boa hora, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de França investiu 3 milhões de euros para a recuperação total do palácio, uma das suas mais belas embaixadas em todo o mundo, visitemo-lo pois antes que caia outra porcelana...
QUANDO A BELEZA UNE...
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Construiu-se uma catedral sim, graças aos deuses, mas em harmonia, respeito e união, num diálogo religioso, arquitectónico e cultural único a nível mundial... A catedral-mesquita de Córdoba, hoje oficialmente baptizada como Catedral de Nuestra Señora de la Assuncíon é Monumento Nacional desde 1882, Património Mundial desde 1984 e em 2014 a Unesco declarou-a Bem de Valor Universal Excepcional...
João Palmilha
(Viajante de Valmedo)
A FANTÁSTICA ODISSEIA DO MELRO
CÓRDOBA, A ILUMINADA
Em 711 um exército de sarracenos e berberes do Norte de África vieram por aí acima e trouxeram a sua cultura e a sua arte para a Península Ibérica, especialmente para o al-Andaluz, território que assim designaram em homenagem aos seus antigos senhores, os Vândalos... Hoje Andaluzia, o al-Andaluz, foi então um centro de sabedoria e um mundo à parte senão repare-se que, no século X, enquanto em Londres não havia um único candeeiro de iluminação pública as ruas de Córdoba eram iluminadas e pavimentadas! No inverno as casas eram aquecidas por condutas de ar quente construídas sob os mosaicos que revestiam o chão enquanto que no verão, para arrefecimento, empregava-se o mármore nas varandas e contruíam-se jardins repletos de tanques e cascatas artificiais, tudo rodeado pelo perfume e pelas sombras proporcionadas por pomares de pessegueiros, laranjeiras e romãzeiras...
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| "Pátio de los Naranjos" - Jean-Charles Forgeronne |
Há mais de mil atrás Córdoba era uma das mais povoadas cidades do mundo, viviam dentro das suas muralhas 800000 pessoas, existiam 130000 casas, 80 escolas com ensino gratuito, 900 banhos, 100 hospitais e outras tantas bibliotecas, para além de 300 mesquitas! Ao mesmo tempo, "a estrela que ilumina o mundo ocidental", como alguém lhe chamou, era um dos principais centros de erudição que recebia então estudantes e curiosos de França e Inglaterra que vinham aprender medicina, ciência e filosofia com sábios muçulmanos, judeus e cristãos, de entre os quais se salientavam, por exemplo, Averrois, filósofo e médico, e Maimônides, filósofo...
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| "Maimônides à porta de casa" - Jean-Charles Forgeronne |
(Viajante de Valmedo)
O TEMPLO ROUBADO À PEDRADA
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| "Anta de Alcobertas - Jean-Charles Forgeronne) |
DESCOBERTAS POR ALCOBERTAS
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| "Olho de Água" |
E se Alcobertas já foi terra de pedra e de mouros hoje é terra de água, da gralha de bico vermelho e de muita história, comecemos pelo Olho de Água, uma das cinco principais nascentes perenes do Maciço Calcário Estremenho, a par da do Alviela, do Almonda, do Liz e da Chiqueda, aí nasce a Ribeira de Alcobertas que irá desaguar no Rio Maior... Mesmo ao lado podemos aventurar-nos pelas grutas que atestam que aquelas serras são mais esburacadas que queijo suiço e depois, seguindo o curso da ribeira, descansar um pouco no pequeno mas muito agradável jardim Porto do Rio, ouvindo o barulho dos saltos da água e com a omnipresente montanha ao fundo...
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| "Porto do Rio" |
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| "Potes Mouros" |
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| "Sinais do vulcão" |
O PAÇO DA RAINHA DO CHÁ
Apesar de hoje no palácio estar instalada a Academia Militar ainda se sente por aquelas bandas a atmosfera real do tempo da rainha que deu a conhecer e instituiu a tradição do chá das cinco na Inglaterra, quem por ali deambular encontra-a imortalizada num busto que faz lembrar a Pipi das Meias Altas...
Em contraponto, do outro lado da rua, fruto dos modernos tempos, abundam casas devolutas, prédios em ruínas e outros, muito poucos, em recuperação... E por entre os sem-abrigo que dormitam nos bancos de jardim a única coisa que destoa é o Observatório Astronómico da Bemposta, ainda bem conservado e popularmente conhecido como a Torre do Relógio, construído no século XIX para que os futuros militares complementassem os seus estudos científicos, já então o Palácio servia de sede à Escola do Exército e da Guerra...
CONTANDO A HISTÓRIA DE PORTUGAL
Encontrei por sorte o artista em cima de um escadote e de pincel na mão a trabalhar no mural da Escola Primária do Reguengo Grande, numa longínqua e solarenga manhã do Fevereiro de 2021... Encostei o carro e entabulei conversa com a personagem, chamava-se José Luís Nascimento e morava nas Cezaredas ia para vinte anos...
O que lhe dá mais prazer nesta vida é pintar, tem quadros seus espalhados pela casa e é também seu o mural do jardim de pedra de São Bartolomeu, no caminho que leva ao Paço... Já era tempo de deixar o artista trabalhar e despedi-me até uma próxima vez em que o encontre por aí de pincel na mão contando histórias... Já passaram mais de três anos desde então e nunca mais o vi, mas a sua história de Portugal ali está orgulhosamente exposta para quem a quiser ver...
João Alembradura
(Historiador de Valmedo)