UMA VOLTINHA POR... - VI
Calhau... Assim chamaram a um canto do Parque Florestal de Monsanto, talvez porque outrora ali tivesse existido um pedregulho de que hoje não há história nem memória... Meia dúzia de casas térreas escondidas atrás do Palácio dos Marqueses de Fronteira e que fazem lembrar uma aldeia provinciana constituem aquilo a que se chama o Bairro do Calhau e cuja joia é o seu Parque, uma ampla zona de recreio e passeio com espaços para a pratica desportiva e ainda um circuito de manutenção...
![]() |
| "Do lado de cá da cidade..." - Jean-Charles Forgeronne |
A barulhenta metrópole entrevê-se por entre as árvores lá em baixo mas somos mais atraídos pela tranquilidade e beleza da natureza, andamos por entre esquilos e rodeados pelos sons de aves tímidas até que sem o esperarmos damos por nós literalmente em cima do real Aqueduto das Águas Livres, essa imponente obra de engenharia mandada construir por D. João V em 1731 e cuja construção demorou 68 (!) anos! O aqueduto resistiu ao grande terramoto de 1755, tem 14 quilómetros de extensão e durante mais de dois séculos abasteceu Lisboa com água potável vinda de Belas, na serra de Sintra...
![]() |
| "Real Aqueduto" - Jean-Charles Forgeronne) |
Mas o melhor ainda está por descobrir, ali perto do aqueduto e tão camuflado na floresta que pode muito bem passar despercebido aos mais distraídos há um reino encantado feito de maravilhosas personagens de madeira envoltas em poesia e outras palavras mágicas que abrem as portas da imaginação...
(Viajante de Valmedo)









