AS BANDEIRAS TAMBÉM MORREM
"Além disso, diziam, se as bandeiras estão aí para celebrar o facto de que a morte deixou de matar, então de duas uma, ou as retiramos antes de que com a fartura comecemos a embirrar com os símbolos da pátria, ou vamos levar o resto da vida, isto é, a eternidade, dizemos bem, a eternidade, a mudá-los de cada vez que os apodreça a chuva, que o vento os esfarrape ou o sol lhes coma o colorido."
in "As intermitências da morte", 2005
José Saramago
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