SINAIS DO DESTINO?
Claro que tudo poderia não passar de uma mera coincidência, como tantas outras afinal, mas que fiquei a matutar forte na matéria cinzenta lá isso fiquei: então porque raio é que numa trattoria chamada Verona, no Barreiro e a meio continente de distância da bota italiana, vou encontrar, um pouco disfarçadas no corredor de acesso aos lavabos, duas envelhecidas imagens de Veneza emolduradas em rústica madeira do tempo de Marco Polo? Ainda se fossem da famosa varanda da Julieta, tudo bem, mas porque raio de Veneza?
Só poderia ser um sinal, convenço-me facilmente, daí a duas semanas eu e N. iriamos viajar até Veneza para conhecer a encantada e idolatrada cidade das ilhas, das pontes e dos mil canais, não era coincidência, convenci-me, era mesmo um postal vindo do futuro, tudo estava programado e a acontecer segundo o oráculo...
"Então até já Veneza!", imaginei-me gritando enquanto pensava nessa coisa estranha e perigosa do destino...
João Palmilha
(Viajante de Valmedo)




