quinta-feira, 8 de janeiro de 2026


BILBAO, A INDÚSTRIA E A ARTE...

Quando penso em Bilbau a primeira coisa que me vem à cabeça é o Guggenheim, evidente ícone da cidade e uma das mais importantes obras da arquitectura do século XX, mas depois, ao entrar caminhando pela primeira vez pelo coração da cidade adentro e ainda sem o famoso museu no horizonte fico esclarecido à primeira impressão: aquilo que desde sempre molda a alma da cidade e assim continua a ser é o rio, ou antes a Ría de Bilbao, como é chamada a confluência dos rios Nervion e Ibaizábal, dois pequenos rios, 72 e 42 Km respectivamente de comprimento que descem das montanhas para se abraçar e dividir ao meio a cidade até desaguarem no Golfo da Biscaia... 


"Ría de Bilbao" - Jean-Charles Forgeronne

E claro, torna-se obrigatório até porque é irresistível o apelo de percorrer o amplo passeio ribeirinho da Ría de Bilbao e se faltassem motivos para tal bastaria pensar que à sua beira ancorou não só o Guggenheim mas também o Mercado de La Ribera, um símbolo da Art Déco e um dos maiores mercados cobertos de toda a Europa com 10000 metros quadrados de área, onde tudo se pode encontrar, especialmente os famosos pintxos (por ali não se fala em tapas que isso é castelhano), e para a digestão das iguarias bascas nada melhor do que passear a pé e sem pressa à beira da ria...

"La Ribera" - Jean-Charles Forgeronne

Aqui no centro da cidade não transparece que Bilbau é a capital da indústria basca, com um dos maiores portos comerciais de toda a Espanha, talvez porque a nossa atenção é canalizada para tanta outra coisa a descobrir, sejam as ruelas do Casco Viejo e outras praças históricas, a catedral, a colina de Artxanda e o seu funicular, o San Mamés, casa do orgulhoso Athletic, ou a curiosa ponte suspensa da Biscaia...   

"Artes"- Bilbau - Jean-Charles Forgeronne

João Palmilha
(Viajante de Valmedo)

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