OBRAS DE ARTE NATURAL - II
A ARTE DO ESQUILO ARISTÓTELES
Ali, no antigamente designado Pinhal da Câmara e que hoje na sua parte sul alberga o Dino Parque da Lourinhã, vive há meia dúzia de anos por entre dinossauros e criaturas ancestrais um esquilo já velhote chamado Aristóteles mais a sua segunda companheira de vida, a esquila Herpília... O esquilo Aristóteles, permitam-me apresentá-lo, é um artista que dá asas à sua criatividade sempre que encontra o seu alimento preferido, qualquer pinha que encontre e onde finque os dentes se transforma numa obra de arte através de uma complexa urdidura de figurada filigrana...
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| "Obra em evolução" - Jean-Charles Forgeronne |
É sabido que o esquilo vermelho que habita os nossos bosques é omnívoro, alimenta-se do que a natureza lhe proporciona conforme as estações mas nutre uma especial preferência por pinhas e pinhões de pinheiro bravo, depois também gosta de avelãs, bolotas e outras sementes, não recusando em época de pouca abundância uns cogumelos, mesmo os venenosos para outras espécies, bagas, flores, rebentos e até insectos se outra coisa não houver... Mas a pinha é o que o faz feliz, e tanto assim é que a trata com carinho e apurada arte, como é o caso do nosso tímido amigo Aristóteles que dando azo à criatividade usa os seus dentes como incansáveis cinzéis e a obra, quando finalizada, é verdadeiramente digna de um exímio escultor...
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| "Obra acabada" - Jean-Charles Forgeronne |
João Atemboró
(Naturalista de Valmedo)



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