terça-feira, 11 de novembro de 2025

 
UMA VOLTINHA POR... - V

Gijón... Ou Xixón, como dizem os asturianos locais... E a primeira boa dica a seguir é estacionar a viatura o mais perto possível do centro histórico e aí a experiência correu bem, atravessámos a cidade e estacionamos no parque junto ao porto desportivo, não confundir com o porto comercial, ali ao lado e um dos mais importantes de Espanha e que deu a fama de grande cidade marítima a Gijón ou não fosse ela abraçada pelo mar Cantábrico...

"Árbol de la Sidra" - Jean-Charles Forgeronne

E meia dúzia de passos dada à beira dos barcos e deparamo-nos com uma gigantesca escultura que se tornou um símbolo da cidade, chamam-lhe "Árbol de la Sidra", é formada por 3200 garrafas de sidra usadas, tem 3 metros metros de altura por 5 de largura e pesa 8 toneladas! É uma homenagem às nobres macieiras que alimentam a produção e consumo de sidra, a bebida por excelência das Astúrias e que se tornou num marco cultural e económico da região... Dizem que deslumbra à noite, iluminada...

"Plaza Mayor de Gijón" - Jean-Charles Forgeronne

Mais uns passitos, atravessámos a movimentada avenida e passando debaixo de uma das suas muitas arcadas deparamo-nos com a Plaza Mayor, pequeno mas sedutor coração da cidade com os seus edifícios do século XIX muito bem conservados e dos quais sobressai o do Ayutamiento de Gijón; aqui tudo pode acontecer e acontece, desde espectáculos musicais a mercados de Natal, desde feiras a outras manifestações... E claro, ali bate forte a gastronomia, em cada esquina e em cada ruela abundam restaurantes, bares e sídrerías,  prontos para a prova de tapas, petiscos e claro, da omnipresente sidra, servida do alto de um metro bem medido por cima do ombro e que, para não ofender a tradição, deve ser bebida de um trago...  E já que está na hora de almoço...

"Tapas & Sidra" - Jean-Charles Forgeronne

E é com o estômago e alma regalados que se deve enfrentar a segunda parte deste breve mas intenso passeio, atravessa-se a praça em direcção ao Paseo del Muro de San Lorenzo, aí chegados contemplamos à direita a formosa baía e a famosa praia mas não é para aí que vamos, pelo menos desta vez, tornamos à esquerda e atravessando o bairro de pescadores de Cimavilla subimos ao Cerro de Santa Catalina para mirar e elogiar o horizonte cantábrico... E lá está ele, o "Elogio do Horizonte", uma monumental escultura com 10 metros de altura e que apesar das 500 toneladas de peso será talvez mais leve do que a maravilhosa impressão que provoca... Agora, depois de saciados os olhos, resta descer pela outra encosta até ao porto...  

"Elogio do Horizonte" - Jean-Charles Forgeronne

João Palmilha
(Viajante de Valmedo)

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