UMA VOLTINHA POR... - IV
... Caldas da Rainha! Ou melhor, pela zona histórica das Caldas... É um pequeno mas muito rico passeio e que começa junto ao Chafariz das Cinco Bicas, datado de 1749 e o mais imponente dos três chafarizes mandados construir por D. João V para abastecimento de água à população... E porque estamos a falar de água numa terra de artes, mesmo atrás do chafariz, na área hospitalar mas de acesso público, encontra-se o "Jardim da Água", obra do ilustre ceramista Ferreira da Silva, merecedora duma visita... Desce-se um pouco, meia dúzia de passos e já é possível contemplar a icónica Praça da Fruta, desde o século XV um dos mais famosos mercados de rua de Portugal, com os seus toldos coloridos e bancas recheadas com a melhor fruta e os melhores legumes que se podem encontrar... Toda a gente ali desemboca, sejam os caldenses clientes diários ou forasteiros que vão de passagem para o trabalho ou turistas, consta até que excursões da terceira idade têm como ponto de paragem obrigatório este mercado de uma singular atmosfera...
Depois de passar pelo mercado, se estiver num dia de sorte, pode em qualquer travessa ou esquina ser surpreendido ao cruzar-se com um dos pavões que habitam o Parque D. Carlos e que têm como passatempo preferido um passeio matinal pelas redondezas...
![]() |
| "Passeio matinal" - Jean-Charles Forgeronne |
Ou então também pode ser surpreendido por uma chuva de chapéus coloridos, parece que é moda, há-os agora por todo o lado de norte a sul, mas estes aqui das Caldas, como não poderia deixar de ser, são diferentes, se olhar com atenção irá reparar que todos aqueles chapéus são machos, todos eles têm o seu caralhinho pendurado...
![]() |
| "Caralhinhos pendurados" - Jean-Charles Forgeronne |
Depois da irreverência artística deixada para trás é inevitável não dar por si onde a história desta cidade começou, em pleno largo do Hospital Termal, considerado o hospital termal mais antigo do mundo, mandado construir pela Rainha D. Leonor em 1485... Não esqueça de contornar o edifício do hospital e contemplar a belíssima Capela da Nossa Senhora do Pópulo, se tiver sorte de a encontrar aberta não hesite, entre e deixe-se relaxar, irá encontrar alguma paz espiritual e vigor para o resto da jornada...
E agora que o calor aperta é hora de passear ou simplesmente descansar nas sombras do Parque D. Carlos, ou então se para aí estiver desperto ainda pode visitar o Museu José Malhoa, e a visita, garanto-lhe, vai valer a pena...
![]() |
| "Parque D. Carlos" - Jean-Charles Forgeronne |
João Palmilha
(Viajante de Valmedo)






Sem comentários:
Enviar um comentário